Objetivo: Ensinar o mapa de raciocínio clínico — a ferramenta que o fisioterapeuta vai usar para toda avaliação.
Fenótipo 1 — Dor Estrutural (nociceptiva)
- O que é: Dor gerada por tecido lesionado — tendão, articulação, músculo, bursa
- Sinais: localização precisa, piora com movimento específico, melhora com repouso
- Injetável indicado? Geralmente SIM — o tecido lesionado responde bem ao ativo certo no local certo
- Exemplos: tendinite patelar, bursite subacromial, artrose de joelho, epicondilite
Fenótipo 2 — Dor Neural (neuropática)
- O que é: Dor gerada por compressão, irritação ou disfunção do nervo
- Sinais: queimação, formigamento, irradiação, hipersensibilidade ao toque
- Injetável indicado? Com cautela — pode ajudar (neuralterapia, procaína), mas a causa compressiva precisa ser tratada
- Atenção: infiltrar o local da dor sem tratar a compressão = alívio temporário, retorno garantido
Fenótipo 3 — Dor Nociplástica (central)
- O que é: Dor por sensibilização central — sistema nervoso amplifica o sinal sem lesão tecidual proporcional
- Sinais: dor difusa, variável, sem correlação com imagem, piora com estresse, alodinia
- Injetável indicado? Geralmente NÃO — o problema não está no tecido, está no processamento central
- Fibromialgia, dor crônica difusa, sensibilização central: infiltrar nesses casos pode frustrar paciente e comprometer sua credibilidade
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Ponto crítico: A maioria dos fisioterapeutas identifica corretamente o Fenótipo 1. O erro acontece nos Fenótipos 2 e 3 — quando a dor parece estrutural mas não é. É aqui que o raciocínio clínico diferencia o profissional.